Foi realizado no dia 06 de maio de 2016 no Auditório da
UNIUBE - Campus Rondon, em Uberlândia, o Fórum Técnico do Plano Estadual de
Educação. Este fórum, que acontece em parceria com entidades e órgão públicos,
busca sugestões da sociedade para o Projeto de Lei (PL) nº 2.882/15, do Plano
Estadual de Educação (PEE), que está em tramitação na Assembleia Legislativa de
Minas Gerais e define diretrizes, objetivos, metas e estratégias para a
educação pública de Minas Gerais para os próximos dez anos.
Durante o encontro os conselheiros do CME tiveram a oportunidade de participar das discussões e proposições dos temas, juntamente com representantes de diversos segmentos de outros 12 municípios da região.
Durante o encontro os conselheiros do CME tiveram a oportunidade de participar das discussões e proposições dos temas, juntamente com representantes de diversos segmentos de outros 12 municípios da região.
Os Trabalhos foram realizados por oito grupos que aprovaram
32 sugestões referentes aos temas:
1. Acesso e universalização;
2. Inclusão educacional, diversidade e equidade;
3. Qualidade da educação básica;
4. Educação profissional;
5. Educação superior;
6. Formação e valorização dos profissionais da educação;
7. Gestão democrática; e,
8. Articulação entre os sistemas de educação e
financiamento.
Segundo a Conselheira Neusa Eustáquia Gonçalves das Chagas
ratificando as palavras do deputado Estadual Paulo Lamarc “A saída para o país inevitavelmente passa pela Educação”.
Esse é um pensamento que nós educadores defendemos durante
anos. Sempre levantamos a bandeira via educação e acreditamos que um novo
Brasil só será possível se a Educação realmente for prioridade pelo poder
público.
A etapa do Fórum Técnico realizado em Uberlândia discutiu os
seis temas entre eles “A Formação e Valorização dos Profissionais da Educação”.
Meta 15 - Política de Formação dos Profissionais; Meta 16 – Formação
Continuada; Meta 17 – Equiparação Salarial e Meta 18 – Revisão dos Planos de
Carreira e Piso Salarial.
Participei desse grupo de trabalho, onde discutimos
exaustivamente as metas acima relacionadas. Concluímos que muitas discussões já
foram feitas, muitos documentos e propostas elaboradas; mas infelizmente os
Planos de Educação não são efetivados como planos de Estado e sim Planos de
Governo. Os representantes da sociedade civil organizada são chamados a
participar, cumprem o seu papel, mas a maioria das propostas não são efetivadas
e certamente vão para as gavetas. Mesmo assim continuamos esperançosos e
aproveitamos os espaços democráticos que nos são apresentados.
Em linhas gerais, tentamos melhorar as propostas e modificar
o tempo para que elas sejam efetivadas; pois a maioria necessita efetivação
imediata pelo governo e não a longo prazo.
Apesar da crise que assola o país, sabemos que verbas
existem e precisam ser priorizadas para educação. Afinal continuamos pagando
altos tributos.
Considero alguns avanços no PEE, mas muitos outros precisam
merecer atenção e certamente serão alvo de discussões na próxima etapa em Belo
Horizonte na qual estarei como representante do Conselho Municipal de Educação.
Um aspecto chamou minha atenção: em momento algum foi citado
sobre a saúde do servidor e este, tanto na rede municipal como estadual está
padecendo. Vou me ater a rede estadual onde o IPSEMG não atende a demanda;
cotas insuficientes; hospital com pronto socorro constantemente fechado e temos
que recorrer ao Ministério Público. Pagamos e não somos atendidos. Que relação
é essa de direitos e deveres? Lamento que o texto valorização profissional não
fez referência, pois valorização passa também por saúde do servidor. Elaborei
uma proposta sobre a saúde do servidor que foi aprovada pelo grupo e
encaminhada.
Temos que lutar muito pela meta 17: “Equiparação do
rendimento médio dos profissionais da Educação Básica com os demais
profissionais com escolaridade equivalente”. Com certeza se for atendida não
apenas valorizará os profissionais mas tornará a carreira atrativa.
Enfim, vamos fiscalizar!
De olho no que aprovamos!
Neusa Eustáquia Gonçalves das Chagas é
conselheira titular do CME, representante do segmento dos trabalhadores da
Educação da Rede Estadual.




